Após relatos de longas filas e caos no Aeroporto Humberto

Após relatos de longas filas e caos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, o governo português suspendeu temporariamente o Sistema de Entrada/Saída (EES) que substituiu o carimbo manual em passaportes. A medida foi anunciada após reclamações feitas nas redes sociais sobre esperas de até sete horas no controle de imigração.
O EES foi implementado em outubro por 29 países da União Europeia, incluindo Portugal, França e Espanha, com o objetivo de identificar viajantes por meio de dados biométricos, como imagem facial e impressões digitais. O sistema é obrigatório para cidadãos de fora da UE, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
A adoção do sistema buscava modernizar e agilizar o processo de controle migratório. No entanto, a experiência no Aeroporto de Lisboa mostrou o contrário, com aumento significativo no tempo de espera. Usuários relataram condições precárias na fila, incluindo falta de água, comida e acesso a banheiros, afetando especialmente idosos e crianças.
Um dos relatos mais compartilhados foi o de Emiliano Abad, que contou no X (antigo Twitter) que sua mãe, de quase 70 anos, ficou seis horas aguardando no controle de passaportes sem acesso a necessidades básicas. A situação gerou críticas e pressão para que as autoridades revisassem o funcionamento do sistema.
Com as queixas, o governo português decidiu suspender temporariamente o uso do EES no Aeroporto de Lisboa para evitar novos transtornos aos viajantes. Autoridades avaliam ajustes técnicos e operacionais para que o sistema possa voltar a ser utilizado com eficiência e menos impacto nas filas.
O Sistema de Entrada/Saída é um projeto europeu que visa melhorar o controle e a segurança nas fronteiras, registrando a entrada e saída de pessoas não pertencentes à UE. A suspensão temporária em Portugal ocorre em um momento em que outros países ainda mantêm o sistema ativo.
Especialistas indicam que o desafio está em conciliar a modernização dos controles com a infraestrutura disponível nos aeroportos. O caso de Lisboa evidencia a necessidade de adaptação para evitar prejuízos aos passageiros e manter a segurança.
A decisão do governo português atende às reclamações imediatas, mas sinaliza a complexidade na implementação de tecnologias biométricas em larga escala. O retorno do sistema dependerá de melhorias que garantam agilidade e conforto aos usuários.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com