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A série documental “Cazuza – Além da música” estreou no

A série documental “Cazuza – Além da música” estreou no
  • Publisheddezembro 30, 2025

A série documental “Cazuza – Além da música” estreou no Globoplay em 1º de dezembro de 2025 para marcar um ano em que a vida e a obra do cantor e compositor carioca Agenor de Miranda Araújo Neto, conhecido como Cazuza, estiveram em destaque nas telas, nas exposições e nas festividades. O projeto audiovisual veio complementar outras homenagens e iniciativas realizadas ao longo do ano para revisitar a trajetória do artista, morto em 1990, aos 32 anos, em decorrência de complicações da Aids.

Cazuza ganhou projeção nacional em 1982 como vocalista da banda Barão Vermelho, período em que consolidou obra que permanece presente na música brasileira. Em 2025, sua vida controversa e seu legado artístico foram lembrados em diferentes formatos. Além da série documental do Globoplay, foi lançado nos cinemas o filme “Cazuza – Boas novas”, dirigido por Nilo Romero, e inaugurada no Rio de Janeiro a exposição “Cazuza Exagerado”, com peças garimpadas no acervo pessoal do cantor. Na avenida, a escola de samba paulista Camisa Verde e Branco desfilou no Carnaval com o enredo dedicado ao artista.

A série documental, produzida pela Conspiração, traz quatro episódios com direção de Patrícia Guimarães e roteiro de Victor Nascimento, supervisionado por Carolina Albuquerque. A produção apresenta um retrato humanizado do artista, revelando seus desafios pessoais, como o abuso de álcool e drogas, ao mesmo tempo em que destaca sua sensibilidade e intensidade artística. O projeto inclui depoimentos inéditos de pessoas próximas a Cazuza, como Sérgio Maciel, seu grande amor, Bebel Gilberto, parceria musical, e Denise Dumont, ex-namorada, além de amigos e familiares.

Um dos momentos marcantes da série é a reprodução da fala emocionada de Lucinha Araújo, mãe do cantor, no enterro do filho: “Cazuza viveu mais do que eu”. O projeto também acessa páginas dos diários escritos pelo artista no fim da vida, oferecendo uma visão intimista dos seus últimos anos. Entre os depoimentos, Sandra de Sá relata episódio em que Cazuza a impediu de consumir álcool durante uma festa, enquanto ela estava grávida, evidenciando seu lado protetor.

O terceiro episódio da série detalha os impactos da reportagem da revista Veja de abril de 1989, capa que causou problemas de saúde ao cantor. A jornalista Ângela Abreu, autora da reportagem, revela que a edição do texto contou com a participação de Mario Sérgio Conti, e não apenas de Alessandro Porro, como se pensava anteriormente. Conti, embora citado, não concedeu entrevista aos produtores da série.

As iniciativas dedicadas a Cazuza em 2025 evidenciam a duração do interesse público em sua música e em sua história. Através de diferentes linguagens, o ano destacou aspectos da personalidade e do percurso do artista, que desafiou limites artísticos e sociais em sua vida curta. O desfile da Camisa Verde e Branco, a exposição no Rio e os lançamentos cinematográficos e televisivos confirmam o alcance do legado de Cazuza.

O ano de 2025 consolidou a presença de Cazuza no cenário cultural brasileiro, comprovando que, embora o tempo não pare, como ele mesmo cantou em 1988, sua música continua atual e influente. A série “Cazuza – Além da música” e os demais projetos assumem o papel de preservar e aprofundar o conhecimento sobre um dos nomes mais representativos da música popular nacional nas últimas décadas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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