O trombonista sergipano Zé da Velha, discípulo de

O trombonista sergipano Zé da Velha, discípulo de Pixinguinha e referência do choro, morreu no Rio de Janeiro, aos 84 anos, na última sexta-feira (26), em decorrência de infecção bacteriana. Com carreira de cerca de 60 anos, ele foi um elo entre a velha guarda do gênero e músicos mais jovens.
Nascido em Aracaju (SE), José Alberto Rodrigues Matos, conhecido artisticamente como Zé da Velha, iniciou a carreira nos anos 1950 integrando o conjunto Velha Guarda, ao lado de Donga e Pixinguinha. Posteriormente, seu nome artístico foi abreviado para Zé da Velha.
Ao longo das décadas seguintes, Zé da Velha participou de grupos como Conjunto Sambalândia, Orquestra Gentil Guedes, Chapéu de Palha e Suvaco de Cobra. Na década de 1990, formando parceria com o trompetista Silvério Pontes, lançou seis álbuns, começando por Só Gafieira (1995).
A dupla, apelidada de “a menor big band do mundo”, destacou-se pela técnica e improvisos ágeis, consolidando-se no circuito da música instrumental brasileira. Em 2016, uma biografia foi publicada com a trajetória de ambos no cenário musical.
Silvério Pontes publicou texto em rede social mencionando que Zé da Velha era um mestre que ensinou a “tocar com a alma e o coração, servindo à música”. Ele destacou o respeito à música, à tradição e ao silêncio entre as notas.
Zé da Velha estava afastado dos palcos e estúdios há sete anos devido a problemas de saúde. Em 2025, seu quadro se agravou com duas pneumonias, que contribuíram para seu falecimento por infecção bacteriana.
A morte do trombonista soma-se a uma série de perdas na música brasileira em 2025, destacando artistas considerados singulares e insubstituíveis.
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Fonte: g1.globo.com
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