Economia

A economia da Colômbia cresceu 3,6% no terceiro

A economia da Colômbia cresceu 3,6% no terceiro
  • Publisheddezembro 27, 2025

A economia da Colômbia cresceu 3,6% no terceiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas e se posicionando entre as melhores do mundo, segundo dados divulgados por agências internacionais e especialistas. O desempenho econômico ocorrido em Bogotá reflexo de fatores internos e externos que impulsionaram o PIB do país, apesar dos desafios fiscais e estruturais ainda enfrentados pelo governo.

O crescimento registrado em 2025 foi o maior desde o fim da pandemia, superando a previsão média de 3,2% dos economistas consultados pela Bloomberg. A revista The Economist apontou o país como líder na América Latina em desempenho econômico e quarto no ranking global, entre 36 membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para efeito de comparação, o Brasil teve crescimento de 1,8% no mesmo período.

O avanço da economia colombiana foi atribuído principalmente ao aumento do consumo, tanto público quanto privado, de acordo com José Antonio Ocampo, ex-ministro e professor universitário. O presidente do Bancolombia, Juan Carlos Mora, ressaltou a melhora na inadimplência de empréstimos e o incremento do consumo em empresas e pessoas físicas. A taxa de desemprego baixou para 8,2%, seu menor nível histórico, com expressiva geração de empregos formais.

O crescimento sustentável enfrenta, no entanto, limitações. Economistas como Marc Hoffstetter, da Universidade dos Andes, destacam o aumento do gasto público como o principal fator de alerta. O déficit fiscal da Colômbia em 2025 está estimado em 6,2% do PIB, um nível considerado elevado, especialmente se comparado ao déficit brasileiro previsto de 0,6%. O governo de Gustavo Petro tentou aumentar impostos para equilibrar as contas, mas a proposta foi rejeitada pelo Congresso.

Além disso, o investimento estrangeiro permanece baixo há vários anos, e setores importantes como mineração e petróleo enfrentam retração, resultado da queda nos preços internacionais e do aumento da carga tributária sobre hidrocarbonetos. A inflação mostrou sinais de desaceleração, mas ainda constitui um desafio para a economia nacional.

Apesar das tensões políticas e comerciais, especialmente diante do retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a Colômbia não foi significativamente afetada pelas tarifas impostas na América Latina. O setor agropecuário, beneficiado pela alta do café, continua sendo relevante na economia e na geração de empregos.

Desde que Gustavo Petro assumiu a presidência em 2022, a economia colombiana teve uma trajetória de crescimento moderado, contrariando previsões de colapso. Reformas trabalhistas foram aprovadas em 2025, mas não foram suficientes para reverter a queda de investimentos e o aumento da informalidade. Economistas afirmam que o desempenho econômico está baseado em políticas e fatores anteriores ao governo atual.

A próxima eleição presidencial, marcada para maio de 2026, será decisiva para a continuidade do crescimento econômico e para o equilíbrio fiscal. O novo governo terá a difícil tarefa de ajustar as contas públicas, reduzindo o déficit sem causar impactos severos no setor público. Especialistas indicam que os cortes podem ser graduais, porém inevitáveis.

Se o equilíbrio fiscal for alcançado e a confiança dos mercados mantida, a Colômbia poderá consolidar os avanços recentes, que incluem a redução da informalidade e da desigualdade. O panorama para o país em 2026 é de cautela e otimismo, com perspectivas positivas para a estabilidade econômica e institucional.

Palavras-chave: economia da Colômbia, crescimento econômico, Produto Interno Bruto, déficit fiscal, desemprego, investimentos, setores agropecuário e petróleo, políticas públicas, Gustavo Petro, eleições 2026, América Latina, OCDE

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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