A taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu 0,6

A taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu 0,6 ponto percentual em novembro, alcançando 46,7% ao ano, o maior patamar desde abril de 2017. O Banco Central divulgou os dados nesta sexta-feira (26), destacando o impacto da alta da taxa Selic, mantida em 15% ao ano no último mês, sobre os custos do crédito.
O aumento ocorreu em operações com recursos livres, que excluem os setores habitacional, rural e as linhas do BNDES. Enquanto as taxas para pessoas jurídicas recuaram de 25,1% para 24,5% ao ano, as operações com pessoas físicas apresentaram alta de 58,5% para 59,4% ao ano, maior nível desde agosto de 2017.
No cheque especial, a taxa subiu de 139,1% para 141,7% ao ano em novembro. Já o cartão de crédito rotativo teve a taxa ajustada de 439,8% para 440,5% ao ano, permanecendo como a linha de crédito mais cara do mercado financeiro. Essa alta ocorre apesar das limitações impostas pelo Conselho Monetário Nacional desde janeiro, que restringiu a dívida total no rotativo a 100% do valor original da fatura.
O volume total de crédito bancário cresceu 0,9% em novembro, atingindo R$ 7 trilhões. O crédito para pessoas jurídicas subiu 0,3%, enquanto o destinado a pessoas físicas avançou 1,2%. Entre as modalidades que mais cresceram estão o cartão de crédito total (+1,1%), financiamento para veículos (+2,3%) e cartão de crédito à vista (+1,7%).
O índice médio de inadimplência das operações de crédito permaneceu em 3,8% em outubro, próximo ao recorde da série histórica iniciada em 2011. No segmento de pessoas físicas, a inadimplência ficou em 4,7%, enquanto a das empresas caiu de 2,4% para 2,3%. O levantamento considera atrasos superiores a 90 dias.
O endividamento das famílias com os bancos alcançou 49,3% da renda acumulada nos últimos doze meses até outubro, o maior nível desde novembro de 2022. O cálculo inclui todas as dívidas contraídas junto às instituições financeiras.
Os dados indicam que o alto custo do crédito e a manutenção da taxa Selic em níveis elevados contribuem para o aumento dos juros bancários, que, por sua vez, influenciam a qualidade do crédito e o endividamento das famílias brasileiras. Especialistas alertam para cautela no uso de linhas de crédito como cartão rotativo e cheque especial, devido às taxas elevadas e ao risco de crescimento da inadimplência.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com