A atriz e fundadora do Grupo Galpão, Teuda Bara, morreu aos 84 anos nesta quinta-feira (25) em Belo Horizonte, devido a septicemia com falência múltipla dos órgãos. Ela estava internada no Hospital Madre Teresa desde 14 de dezembro.
O Grupo Galpão, companhia de teatro mineira reconhecida nacionalmente, confirmou o falecimento por meio de sua assessoria e publicou uma homenagem nas redes sociais. A companhia ressaltou a importância de Teuda para o grupo e para o teatro brasileiro, destacando sua força e generosidade.
Teuda Bara manteve atuação constante nos palcos até pouco antes da internação. Em dezembro, ela faria a última apresentação da peça “Doida”, no teatro de bolso do Sesc Palladium, em Belo Horizonte. O espetáculo, que completava 10 anos, baseia-se em um conto de Carlos Drummond de Andrade e reflete a cultura mineira.
Nascida em 1941 em Belo Horizonte, Teuda não frequentou cursos formais de teatro, mas fez história no teatro brasileiro. Filha de um major do Corpo de Bombeiros e de uma enfermeira cantora, iniciou no teatro-jornal durante os estudos em ciências sociais na UFMG.
Aos 30 anos, abandonou o curso para dedicar-se ao teatro, trabalhando com diretores como Eid Ribeiro e José Celso Martinez Corrêa, conhecido como Zé Celso. No cinema, participou de produções como “O Palhaço”, de Selton Mello, “La Playa D.C.”, e “As Duas Irenes”, que representou o Brasil no Festival de Berlim em 2017.
No início dos anos 2000, viveu no Canadá e nos Estados Unidos após convite do diretor Robert Lepage para integrar o espetáculo “K.Á.”, do Cirque du Soleil. Retornou ao Brasil em 2007 e retomou sua carreira no Grupo Galpão.
Na televisão, atuou nas produções da TV Globo “Meu Pedacinho de Chão” (2014) e “A Vila” (2017), esta última com participação do ator Paulo Gustavo.
O velório de Teuda Bara será realizado na manhã desta sexta-feira (26), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
A trajetória de Teuda destaca-se pela contribuição ao teatro nacional, à televisão e ao cinema, além da atuação em espetáculos internacionais. Sua carreira expressa um compromisso constante com as artes cênicas, sem formação acadêmica formal, mas com ampla influência e reconhecimento.
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Fonte: g1.globo.com
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