O governo federal oficializou o reajuste do salário

O governo federal oficializou o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme Decreto nº 12.797 publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira (24). A medida, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleva o valor atual de R$ 1.518 em R$ 103, impactando diretamente trabalhadores que ganham o piso, além de benefícios vinculados a ele.
O novo valor do salário mínimo será pago já nos benefícios de fevereiro de 2026, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O reajuste segue a regra incluída na legislação que considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e um limite para crescimento real baseado no Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com a Constituição, o salário mínimo deve atender às necessidades básicas do trabalhador e sua família, além de receber reajustes para preservar o poder de compra. A regra constitucional determina que o salário mínimo seja corrigido ao menos pela inflação do período, medida pelo INPC.
No entanto, o reajuste até os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro correu apenas pela inflação, sem aumento real. No governo Lula, a política voltou a considerar crescimento real do PIB para o cálculo do salário mínimo. Em 2023, o Congresso aprovou uma medida provisória que inclui esse mecanismo, mas limitou o aumento real a 2,5%, conforme o teto de gastos.
Considerando a inflação de 4,18% acumulada em 12 meses até novembro e a limitação de 2,5% para o crescimento real, o reajuste total para 2026 ficou em 6,68%, elevando o salário mínimo para R$ 1.621. Sem a restrição legal, o valor poderia ter atingido R$ 1.636.
O salário mínimo serve de referência para cerca de 59,9 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais e beneficiários de programas sociais vinculados ao piso. O reajuste impacta diretamente o orçamento público, pois os benefícios associados ao salário mínimo também são reajustados automaticamente.
Segundo cálculos do governo, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um aumento de gastos obrigatórios da ordem de R$ 420 milhões em 2026. Com o aumento de R$ 103 anunciado, a despesa federal deve crescer cerca de R$ 43,2 bilhões no próximo ano.
Esse aumento nos gastos obrigatórios reduz os recursos disponíveis para despesas discricionárias do governo, que financiam políticas públicas e investimentos. Economistas apontam que o vínculo obrigatório entre salário mínimo e benefícios pode pressionar as contas públicas e influenciar juros cobrados do setor produtivo.
O reajuste oficial do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 reforça o compromisso do governo em preservar o poder de compra do trabalhador, dentro dos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal vigente. O impacto direto nos benefícios e despesas públicas é um desafio para o equilíbrio das contas federais no próximo ano.
—
Palavras-chave para SEO:
salário mínimo 2026, reajuste salário mínimo, salário mínimo oficializado, salário mínimo brasil, decreto salário mínimo, poder de compra, benefícios previdenciários, impacto econômico salário mínimo, política salarial governo Lula, despesas públicas Brasil
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com