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Um turista argentino usou em janeiro um dispositivo

Um turista argentino usou em janeiro um dispositivo
  • Publisheddezembro 23, 2025

Um turista argentino usou em janeiro um dispositivo ilegal para silenciar caixas de som Bluetooth em uma praia no Brasil. O aparelho bloqueia a comunicação entre o celular e o aparelho de som, causando interrupção na reprodução da música.

O vídeo do incidente viralizou nas redes sociais, embora não tenha sido confirmada a praia onde ocorreu. No registro, é possível ouvir uma música brasileira, e o turista, identificado como Roni Bandini, afirmou ter visitado cidades como Salvador e Fortaleza. A fala dele foi divulgada na rede social X (antigo Twitter).

O equipamento utilizado é considerado um jammer, ou seja, um bloqueador de sinais que gera interferência na frequência de 2,4 GHz, usada por conexões Bluetooth. Segundo especialistas, isso impede que a caixa de som receba e decodifique o sinal transmitido pelo celular, resultando no silêncio do aparelho.

Este tipo de dispositivo não é homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para comercialização e uso por parte do público em geral no Brasil. A legislação permite o uso restrito apenas a alguns órgãos públicos, como a Presidência da República, os Ministérios da Defesa e da Justiça, as Forças Armadas e órgãos de segurança pública.

O especialista Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, explicou que o jammer cria uma forte interferência na mesma frequência usada pelos dispositivos Bluetooth, caracterizando a técnica de jamming. Ele acrescentou que a intenção da homologação pela Anatel é evitar que dispositivos interfiram entre si, protegendo a comunicação sem fio.

O argentino reconheceu em uma publicação que o aparelho pode interferir em outros dispositivos que também usam a frequência de 2,4 GHz, como equipamentos de Wi-Fi, automação residencial, telefones sem fio, videogames e drones. Ele admitiu, ainda, que em alguns países o uso do equipamento pode ser ilegal.

O uso de equipamentos semelhantes já esteve no centro de polêmicas internacionais, como no caso de uma aeronave da Embraer abatida no Cazaquistão, em dezembro de 2024. Na ocasião, interferências no GPS provocadas por jammers fizeram o avião oscilar em altitude durante cerca de 74 minutos, conforme monitoramento do site Flightradar24.

Procurado pelo g1, Roni Bandini não respondeu aos pedidos de entrevista. A Anatel reforçou que a Resolução nº 760 determina que só algumas entidades públicas podem usar tecnologias que bloqueiam sinais de radiocomunicação, e que a venda, compra e uso de aparelhos não homologados é proibida no país.

Dispositivos Bluetooth são amplamente utilizados no Brasil em celulares, fones de ouvido, teclados, mouses, relógios inteligentes, câmeras, drones e outros equipamentos. A regulamentação da Anatel busca impedir interferências entre esses dispositivos, garantindo o funcionamento adequado das redes de comunicação sem fio.

A comercialização e o uso de jammers por particulares configuram infração legal e podem acarretar sanções conforme a regulamentação vigente. Este caso destaca o desafio de controlar o uso de tecnologias capazes de interferir nas comunicações e proteger o direito coletivo ao uso do espectro radioelétrico autorizado.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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