O filme “Anaconda”, que estreia nos cinemas brasileiros

O filme “Anaconda”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25), tenta homenagear de forma cômica o thriller original de 1997, mas esbarra em limitações que comprometem a produção. Selton Mello se destaca no elenco, mas seu desempenho não é suficiente para salvar a obra.
A trama acompanha dois amigos fracassados na carreira cinematográfica, interpretados por Jack Black e Paul Rudd, que viajam à Amazônia para filmar uma continuação da aventura da cobra gigante do filme original. Selton Mello atua como um personagem secundário, que ganha destaque com humor certeiro, mas sua participação é breve.
O diretor e corroteirista Tom Gormican tenta equilibrar a narrativa entre elementos de metalinguagem e momentos humanos, evitando que o filme se transforme em uma comédia superficial. No entanto, a produção enfrenta problemas técnicos, especialmente na qualidade dos efeitos visuais usados para a cobra e na ambientação da floresta amazônica.
O filme foi rodado na Austrália, país escolhido por incentivos fiscais, mas o cenário não convence como representação da Amazônia brasileira. A escolha enfraquece a credibilidade da ambientação para o público brasileiro, especialmente ao destacar a portuguesa Daniela Melchior no papel de uma personagem local que é dublada em português, o que compromete a naturalidade.
Os atores Jack Black, Paul Rudd, Thandiwe Newton e Steve Zahn mostram carisma e conseguem momentos de humor, mas o filme perde força após o desaparecimento do personagem de Selton Mello, considerado o ponto alto da produção. Essa perda evidencia a falta de consistência do roteiro e da direção.
A homenagem ao filme original enfrenta a dificuldade de conquistar empatia, especialmente por se basear em uma obra que teve uma recepção mista e hoje é vista como um filme B cult. O novo longa insiste em reforçar o apego dos protagonistas ao filme de 1997, o que pode parecer forçado para o espectador.
Ao final, o público pode se questionar sobre a razão do filme existir, já que a produção não alcança o tom nem o charme da inspiração original. A tentativa de mesclar comédia, suspense e metalinguagem fica comprometida pela baixa qualidade técnica e pela ambientação artificial.
A atuação de Selton Mello representa o maior atrativo do longa, mas não basta para elevar o filme a um nível satisfatório. “Anaconda” pode funcionar para quem busca uma comédia leve com alguma referência ao clássico, mas deixa dúvidas sobre seu propósito e audiência.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com