Um grupo crescente de pessoas tem se dedicado

Um grupo crescente de pessoas tem se dedicado a buscar meteoritos ao redor do mundo para vender fragmentos dessas rochas espaciais, transformando a atividade em um negócio lucrativo. Desde 2021, caçadores como Roberto Vargas largaram empregos convencionais para se dedicar exclusivamente à procura e comercialização desses objetos extraterrestres, aproveitando a demanda crescente de colecionadores dispostos a pagar valores elevados.
Meteoritos são fragmentos de rochas que sobreviveram à passagem pela atmosfera e atingiram a superfície da Terra. Eles podem ter origem em asteroides, na Lua ou em Marte, e sua valorização depende de fatores como raridade, tamanho, preservação e procedência. O preço pode variar de poucos centavos por grama a milhões de dólares por peças raras, como um fragmento marciano de 24 quilos vendido por US$ 4,3 milhões em julho no leilão da Sotheby’s, em Nova York.
A comercialização de meteoritos movimenta um mercado que envolve caçadores, colecionadores e comerciantes que organizam leilões e eventos para atrair compradores. Darryl Pitt, fotógrafo e comerciante, realiza leilões desde os anos 1990, contribuindo para o crescimento desse comércio. No entanto, o negócio enfrenta desafios relacionados à autenticidade dos fragmentos e à legalidade da extração e exportação, que variam conforme as leis de cada país.
A venda do meteorito marciano encontrado no Níger em 2023 reacendeu debates sobre as questões jurídicas e éticas em torno da propriedade e circulação desses objetos. Autoridades locais investigam a origem da rocha e sua saída do país, já que muitas nações possuem regulamentos para evitar o saque ou a exportação ilegal de bens patrimoniais, mesmo quando não há legislação específica para objetos extraterrestres.
Cientistas ressaltam que meteoritos são importantes para a compreensão do sistema solar e para pesquisas que podem influenciar o futuro das missões espaciais. Porém, o aumento do interesse comercial pode dificultar o acesso dos pesquisadores a amostras valiosas, dado o alto custo e a disputa com colecionadores privados.
Grupos de cientistas como as Meteoríticas, organização brasileira formada majoritariamente por mulheres, atuam na busca, coleta e proteção dos meteoritos para garantir que esses materiais sejam destinados a estudos científicos. Elas defendem uma regulamentação equilibrada que permita o comércio, mas que também assegure a preservação do patrimônio científico e cultural.
O crescimento do mercado também trouxe problemas, como contrabando e exploração sem controle. No Campo del Cielo, na Argentina, uma das maiores áreas de queda de meteoritos do mundo, o patrimônio tem sido alvo de extrações ilegais apesar da legislação local. Essa situação evidencia a necessidade de leis claras e fiscalização eficaz para proteger os objetos.
Roberto Vargas reconhece a importância da ciência na atividade, afirmando que o objetivo é que os meteoritos estejam nas mãos de pesquisadores, e não apenas em coleções privadas. Mesmo com motivações econômicas, ele entende a necessidade de preservar e estudar essas pedras espaciais.
O negócio dos meteoritos representa um campo de interesse científico, econômico e legal em expansão, reunindo diferentes atores e desafios em torno de objetos que caem do espaço e despertam curiosidade, investimentos e discussões globais.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com