O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu um “boom econômico” para 2026 em um discurso na Casa Branca na noite de quarta-feira (17), um ano antes das eleições de meio de mandato. Na fala, transmitida em um raro pronunciamento noturno, Trump atribuiu a Biden a responsabilidade pelos problemas econômicos e sociais enfrentados pelo país.

Trump destacou que herdou uma “bagunça” do governo anterior e afirmou que vem trabalhando para consertar a situação. Ele mencionou uma suposta invasão migratória durante a presidência de Joe Biden, ao citar que 25 milhões de pessoas entraram ilegalmente no país, número que já foi contestado por verificadores de fatos e está bem acima das estimativas oficiais. Segundo dados da imprensa americana, cerca de 7,4 milhões de imigrantes indocumentados cruzaram a fronteira durante o mandato de Biden, e o total pode chegar a pouco mais de 10 milhões se considerados os que entraram por postos legais.

No discurso de menos de 20 minutos, com decoração natalina ao fundo, Trump fez poucas propostas concretas para enfrentar a alta dos preços e outros desafios econômicos atuais. Ele enalteceu ações do seu governo, como o reforço da segurança nas fronteiras e deportações em massa de criminosos, mas não apresentou soluções detalhadas para a inflação persistente.

Entre as medidas anunciadas, mencionou um pagamento de 1.776 dólares para 1,45 milhão de militares e o apoio a uma proposta republicana para enviar recursos diretamente à população, com o objetivo de cobrir custos de planos de saúde, em vez de garantir subsídios pelo Affordable Care Act. A iniciativa ainda não tem respaldo suficiente no Congresso.

Trump dedicou pouco tempo a temas internacionais, citando brevemente a guerra na Faixa de Gaza e omitindo conflitos como o na Ucrânia ou as tensões na Venezuela. O presidente enfatizou a atração de 18 trilhões de dólares em investimentos, que, segundo ele, impulsionarão a criação de empregos e a abertura de fábricas no país.

O presidente responsabilizou os democratas por um “desastre inflacionário”, afirmando que os preços estão caindo rapidamente, embora dados oficiais mostrem que a inflação permaneceu estável ou voltou a subir, atingindo 3% em setembro, contra 2,9% em dezembro do governo Biden. Pesquisas indicam que a maioria dos americanos continua percebendo alta nos preços de alimentos, energia e presentes de Natal.

O discurso antecedeu a divulgação de novos dados da inflação pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Após uma queda para 2,3% em abril, a inflação anual tem aumentado gradativamente. Apesar de sinais de recuperação econômica após uma contração no início do ano, o crescimento do emprego desacelerou, o desemprego aumentou e os preços ao consumidor seguem elevados.

Trump também anunciou planos para substituir o presidente do Federal Reserve, iniciativa que pode ter impacto nas perspectivas econômicas. Suas políticas tarifárias, que elevaram os preços, são apontadas como um fator de incerteza para a economia. As eleições de meio de mandato em 2026 aproximam-se em um cenário político delicado para os republicanos, que podem perder o controle do Congresso.

Reações a partir do discurso foram críticas por parte dos democratas, que classificaram as declarações de Trump como uma tentativa de desviar a atenção dos problemas reais enfrentados pela população. O senador Mark Warner, da Virgínia, chamou o discurso de “uma triste tentativa de distração”, enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, destacou o excesso de autocomentários no pronunciamento.

Em resumo, o presidente Trump utilizou o discurso para reafirmar sua liderança e prometer crescimento econômico, mas apresentou poucas soluções objetivas para os desafios atuais. A oposição e especialistas permanecem céticos quanto às projeções e à capacidade do governo de reverter os indicadores econômicos negativos antes das eleições.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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