O cineasta James Cameron revelou que os filmes “Avatar: Fogo e cinzas” e “Avatar: O caminho da água” começaram como um único projeto, mas acabaram sendo divididos devido à quantidade de história para ser contada. A declaração foi dada em entrevista ao g1, na quarta-feira (24), em Los Angeles.
Segundo Cameron, ambos os filmes foram filmados simultaneamente, porém a história do segundo filme, lançado em 2022, acumulava material demais para um único ato inicial. Por isso, ele optou por dividir a narrativa, deslocando parte dela para “Fogo e cinzas”, que estreou nos cinemas brasileiros em 18 de maio de 2023.
O diretor afirma que “Fogo e cinzas” se tornou uma continuação direta do segundo filme, mantendo conexão com os temas marítimos da lua Pandora. A trama acompanha Jake Sully (Sam Worthington), agora um Na’Vi, lidando com a perda do filho mais velho e os conflitos familiares subsequentes, especialmente com Neytiri (Zoë Saldaña).
A história também explora a proteção dos oceanos de Pandora contra a ameaça dos colonizadores humanos. Cameron destaca que o foco está na continuidade dos arcos dos personagens do segundo para o terceiro filme, incluindo os desenvolvimentos de Spider (Jack Champion) e Kiri (Sigourney Weaver).
O cineasta abordou a tecnologia de captura de performance usada na produção dos dois filmes, método que capturou as atuações dos atores para os personagens digitais ao longo de cerca de 18 meses. Este processo, mais longo que o de filmagem tradicional — como a de “Titanic”, que levou seis meses —, oferece a Cameron maior liberdade criativa e controle sobre as cenas depois da gravação.
“Posso filmar de qualquer lugar, ajustar cenas, mudar condições climáticas digitalmente e modificar cenas conforme necessário”, afirmou Cameron. Ele destacou que depois das gravações, os atores podem se dedicar a outros projetos, enquanto o diretor aperfeiçoa os detalhes do filme digitalmente.
Em relação ao futuro da franquia, Cameron afirmou que, apesar do sucesso financeiro dos dois primeiros filmes, com arrecadação conjunta superior a US$ 5 bilhões, ainda é necessário comprovar a sustentabilidade do negócio. Ele ressaltou que apenas com um terceiro filme será possível entender o potencial da série.
“O modelo de negócio precisa funcionar, pois há muitos empregos e dinheiro envolvidos”, comentou. Segundo o diretor, os roteiros de “Avatar 4” e “Avatar 5” já estão prontos, mas a produção desses depende do desempenho do terceiro capítulo.
O orçamento de “Fogo e cinzas” é estimado em cerca de US$ 400 milhões, com mais US$ 150 milhões destinados ao marketing. Para ser rentável, o filme precisa arrecadar quase o triplo desse valor.
Cameron comparou a trajetória da franquia “Avatar” com outras séries de sucesso, citando que até as sagas “Star Wars” e Marvel enfrentam altos e baixos. Ele reforçou a importância de o novo filme atingir expectativas financeiras para garantir a continuidade do projeto.
O lançamento de “Avatar: Fogo e cinzas” mantém a atenção dos fãs da série voltada para os desdobramentos da história na lua Pandora, que mistura elementos de ação, tecnologia e drama familiar. O desempenho nas bilheterias e a recepção do público deverão indicar o rumo da franquia no mercado audiovisual.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

