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Forças dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam no sábado (20) um petroleiro em águas internacionais na costa da Venezuela, marcando a segunda apreensão em menos de duas semanas em uma escalada de pressão contra o governo de Nicolás Maduro. A operação, liderada pela Guarda Costeira dos EUA, reforça as medidas adotadas pelo governo Trump para restringir as operações petrolíferas relacionadas à Venezuela.
Fontes oficiais americanas confirmaram a apreensão à Associated Press, embora não tenham divulgado a bandeira do navio ou detalhes específicos da embarcação. Oficiais relataram que a ação ocorreu por meio de um “embarque consentido”, com o petroleiro parando voluntariamente para permitir a abordagem das forças americanas. Nem o governo venezuelano nem a empresa estatal PDVSA comentaram sobre o incidente até o momento.
A apreensão acontece pouco depois da declaração de Donald Trump de um “bloqueio” contra os petroleiros sancionados que operam em rotas de entrada e saída da Venezuela. A primeira apreensão deste tipo ocorreu em 10 de dezembro, também realizada pela Guarda Costeira dos EUA, como parte da estratégia para limitar a exportação de petróleo venezuelano. Desde a implementação dessas medidas, as exportações do país sul-americano registraram uma queda significativa.
Sanções impostas pelo governo americano desde 2019 afetaram diretamente o setor de energia da Venezuela, incentivando compradores e refinarias a utilizarem uma “frota fantasma” de navios-tanque que ocultam suas localizações. Além disso, embarcações sancionadas por transportar petróleo do Irã ou da Rússia, que não são afetadas pelas restrições, passaram a ser usadas na comercialização do petróleo venezuelano. Algumas empresas, como a norte-americana Chevron, continuam transportando o produto em navios próprios autorizados.
A China é o maior comprador do petróleo bruto venezuelano, representando cerca de 4% de suas importações totais. Analistas indicam que as exportações venezuelanas para a China devem alcançar uma média diária superior a 600 mil barris em dezembro. Contudo, o mercado global de petróleo demonstra disponibilidade, com volumes significativos armazenados em navios-tanque próximos à costa chinesa aguardando descarregamento.
As operações contra os petroleiros estão inseridas em um contexto mais amplo de ações militares autorizadas por Trump para combater supostas atividades ilícitas no Caribe e no Oceano Pacífico. Desde setembro, pelo menos 28 ataques a embarcações suspeitas de contrabando de fentanil e outras drogas causaram cerca de 104 mortes, conforme dados oficiais. Esses ataques têm sido questionados por legisladores e grupos de direitos humanos nos Estados Unidos, que apontam a falta de provas sólidas sobre o envolvimento das embarcações com o tráfico de drogas.
O governo americano justifica as ações afirmando estar em “conflito armado” com cartéis de drogas para interromper o fluxo de narcóticos rumo aos EUA. Nicolás Maduro enfrenta acusações federais nos Estados Unidos por narcoterrorismo, reforçando a retórica do governo Trump. Recentemente, Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, declarou em entrevista que o presidente busca intensificar as ações contra embarcações até que o líder venezuelano “grite ‘tio'”.
A escalada das ações contra petroleiros e embarcações suspeitas representa uma estratégia americana de pressão para enfraquecer o governo Maduro e conter atividades ilegais que, segundo Washington, têm ligação direta com o regime venezuelano. A continuidade dessas operações poderá impactar ainda mais o já debilitado setor petrolífero venezuelano e as relações diplomáticas entre os dois países.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com