A Venezuela rejeitou a apreensão de um segundo

A Venezuela rejeitou a apreensão de um segundo petroleiro por forças dos Estados Unidos neste sábado (20), classificando o ato como pirataria internacional e prometendo que “esses atos não ficarão impunes”. O governo venezuelano anunciou que apresentará queixas ao Conselho de Segurança da ONU e a outras organizações multilaterais contra a ação americana.
A apreensão foi realizada na madrugada do sábado, e um vídeo da operação foi divulgado pela secretária da Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem. Em postagem na rede social X, Noem afirmou que os Estados Unidos continuam a combater o transporte ilícito de petróleo sob sanções, acusado de financiar o narcoterrorismo na região.
Esta é a segunda apreensão de petroleiros venezuelanos por parte dos EUA. A primeira ocorreu em 10 de junho e, uma semana depois, o presidente Donald Trump anunciou um bloqueio total a embarcações petrolíferas da Venezuela, afirmando que o país estava completamente cercado. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, qualificou as ações como “interferência brutal” dos Estados Unidos.
Desde o início das medidas, as exportações de petróleo venezuelano sofreram uma queda considerável. O setor petrolífero é fundamental para a economia da Venezuela, que possui a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA) dos EUA. Esse volume corresponde a cerca de 17% das reservas mundiais conhecidas, superando Arábia Saudita e Irã.
Apesar do potencial, grande parte do petróleo venezuelano é extra-pesado, exigindo investimentos e tecnologias avançadas para extração, o que é dificultado pela infraestrutura deficiente e as sanções internacionais. O petróleo pesado da Venezuela é, segundo a EIA, especialmente adequado para as refinarias americanas localizadas na Costa do Golfo.
As sanções têm como objetivo dificultar a produção e exportação venezuelana, pressionando o governo de Maduro ao mesmo tempo em que protegem a economia dos EUA. Essas medidas já provocaram problemas logísticos para Caracas, que enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, agravada por restrições americanas que impedem a atracação e saída de navios nos portos venezuelanos.
Desde 2019, quando as sanções americanas ao setor de energia venezuelano foram impostas, comerciantes e refinarias recorrem a uma “frota fantasma” de navios-tanque que ocultam sua localização, além de usar embarcações sancionadas para transportar petróleo do Irã e da Rússia. A China é atualmente o maior comprador do petróleo venezuelano, respondendo por cerca de 4% de suas importações, com expectativas de embarques médios superiores a 600 mil barris diários em dezembro.
O mercado global de petróleo permanece abastecido, com estoques consideráveis em navios-tanque na costa da China aguardando descarga. A repressão aos petroleiros ocorre em um contexto mais amplo de ordem do governo Trump para atacar embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico supostamente envolvidas no tráfico de fentanil e outras drogas ilegais.
Desde setembro, ao menos 104 pessoas morreram em 28 ataques registrados contra essas embarcações. Em entrevista recente à Vanity Fair, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, afirmou que Trump pretende continuar a usar ataques militares contra navios até pressionar o governo de Maduro a ceder.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com