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A França solicitou à União Europeia neste domingo (14) o adiamento dos prazos para a assinatura do acordo comercial com o Mercosul, alegando que “as condições não estão dadas” para a votação dos Estados-membros. O pedido foi divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.

O governo francês argumenta que é necessário estender o prazo previsto para dezembro, a fim de continuar trabalhando nas medidas de proteção da agricultura europeia. A França considera que as garantias atuais não são suficientes para resguardar os interesses do setor agrícola do bloco.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, planeja assinar o tratado de livre comércio com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai no próximo sábado (20), durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu. Para isso, espera obter a aprovação dos Estados-membros entre terça e sexta-feira desta semana.

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul visa facilitar o comércio entre os países dos dois blocos, reduzindo tarifas e eliminando barreiras comerciais. No entanto, setores da agricultura europeia têm manifestado preocupação com o impacto da liberalização das importações sobre a produção local.

Na última semana, a Comissão Europeia aprovou salvaguardas específicas para o setor agrícola vinculadas ao acordo, que envolvem medidas de proteção em caso de importações que causem desequilíbrios no mercado interno. Ainda assim, a França pede mais tempo para avaliar e negociar essas garantias.

O pedido francês gera incerteza sobre o cronograma da assinatura do acordo, já que a aprovação dos Estados-membros deve ocorrer antes do evento em Foz do Iguaçu. A divergência indica a necessidade de mais diálogo entre os países europeus para alinhar posições.

O Mercosul integra Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, e o acordo com a União Europeia é considerado uma das maiores negociações comerciais recentes para ambos os blocos. Acordos desse tipo buscam ampliar o acesso a mercados e fortalecer relações econômicas.

A União Europeia enfrenta desafios internos para aprovar tratados comerciais, especialmente quando há preocupações relacionadas a setores vulneráveis, como a agricultura. O caso da França reforça a importância das negociações detalhadas para atingir consensos.

Em meio ao impasse, o futuro do acordo UE-Mercosul poderá depender do equilíbrio entre estímulo ao comércio internacional e proteção econômica dos países envolvidos.

Palavras-chave: França, União Europeia, Mercosul, acordo comercial, agricultura europeia, Comissão Europeia, Emmanuel Macron, Ursula von der Leyen, cúpula do Mercosul, Foz do Iguaçu, proteção agrícola, livre comércio

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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