O pianista pernambucano Amaro Freitas participou da gravação de três faixas do álbum “Emicida Racional volume 2 – Mesmas cores e mesmos valores”, lançado em 11 de dezembro de 2024 pelo rapper paulistano Emicida. A colaboração marca a continuidade da proposta do álbum, que revisita o disco “Cores & valores” (2014), do grupo Racionais MC’s, e reforça a conexão entre diferentes manifestações da cultura negra brasileira.
Amaro Freitas contribui com o piano em “Bom dia né, gente? (ou saudade em modo maior)”, música que abre o álbum e foi composta a partir de áudios da mãe de Emicida, Jacira Roque de Oliveira, falecida em julho de 2024. O pianista também toca nas faixas “Finado neguim mesmo?” e “Us memo preto zica”, esta última em parceria com membros do Racionais MC’s.
A aproximação entre Amaro e Emicida representa a união entre tradições musicais oriundas da diáspora negra, com o jazz e o rap dialogando a partir de raízes comuns africanas. Essa relação foi ampliada pelo contato de Amaro com Criolo, outro rapper de São Paulo, com quem já gravou projetos que envolvem artistas como Milton Nascimento e Dino D’Santiago, cantor português de ascendência cabo-verdiana.
O trio formado por Amaro, Criolo e Dino D’Santiago tem um álbum previsto para lançamento no primeiro trimestre de 2026, indicando a atuação de Amaro em múltiplos espaços musicais. O músico recifense, nascido em 1991, tem ampliado sua trajetória internacional desde 2016, ano em que lançou o álbum “Sangue negro”.
A colaboração com Emicida reforça o envolvimento do pianista com a música brasileira contemporânea e os desdobramentos da cultura negra. Amaro Freitas transita entre o jazz e o rap, expandindo sua linguagem pianística a partir da história e das conexões que constituem o universo musical do país.
A participação do artista traduz a continuidade do diálogo entre gêneros e gerações no rap paulistano, ainda pautado pela referência aos Racionais MC’s. O álbum “Emicida Racional volume 2” sinaliza a ressignificação dessas influências no presente, com Amaro Freitas como um dos interlocutores principais desse movimento.
No ano de 2025, Amaro Freitas consolidou sua posição como um dos músicos brasileiros que ampliam fronteiras culturais, articulando elementos regionais de Pernambuco com vertentes globais do jazz. A parceria com Emicida reforça essa expansão, trazendo ao público novas perspectivas da música negra no Brasil.
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Fonte: g1.globo.com
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