O governo dos Estados Unidos propôs, nesta quarta-feira

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O governo dos Estados Unidos propôs, nesta quarta-feira (10), uma medida que obrigaria turistas de 42 países atualmente isentos de visto a fornecerem seus históricos de redes sociais dos últimos cinco anos para entrar no país. A exigência visa aumentar a fiscalização e será aplicada a viajantes que usam o Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA), como cidadãos da Alemanha, França, Reino Unido e Japão.

Se implementada, a regra obrigará esses visitantes a informar também números de telefone usados nos últimos cinco anos e endereços de e-mail dos últimos dez anos, além de dados pessoais e contatos de familiares próximos. O objetivo é reforçar a análise de riscos das autoridades americanas antes da aprovação da entrada.

Atualmente, turistas desses países pagam US$ 40 para o processo do ESTA e fornecem dados básicos como endereço e telefone. Desde 2016, a inclusão do histórico em redes sociais é opcional, mas a proposta transforma essa informação em requisito obrigatório. A divulgação foi feita pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA no Federal Register, jornal oficial do governo.

A medida ainda passará por um período de revisão de 60 dias, quando cidadãos e entidades poderão enviar comentários ou sugestões antes da aprovação final. Esta nova exigência se assemelha à já adotada para requerentes de visto tradicional, que incluem estudantes estrangeiros, como brasileiros, desde junho.

Na última semana, o Departamento de Estado americano orientou a negar vistos a estrangeiros que trabalharam em moderação de conteúdo digital, alegando que esses profissionais praticariam censura contrária à liberdade de expressão. A orientação integra uma série de medidas do governo do presidente Donald Trump para controlar a entrada e permanência de estrangeiros nos Estados Unidos.

Em julho, o governo Trump já havia apresentado proposta para limitar o tempo de permanência de jornalistas estrangeiros no país. Essas ações refletem a pressão política gerada por recentes episódios envolvendo segurança interna e imigração.

Em 28 de novembro, Trump anunciou que bloquearia permanentemente a entrada de cidadãos de países considerados “terceiro mundo”, reforçando seu discurso contra imigrantes. A declaração ocorreu após um ataque com disparos contra membros da Guarda Nacional em Washington, capital americana.

A postura restritiva tem impacto no turismo internacional. O World Travel & Tourism Council (WTTC) projeta queda nos gastos de visitantes estrangeiros, de US$ 181 bilhões em 2024 para menos de US$ 169 bilhões neste ano, uma perda estimada em US$ 12,5 bilhões. Casos de detenção de turistas, inclusive cidadãos alemães mantidos presos por semanas, aumentaram a preocupação de governos estrangeiros.

Em março, a Alemanha atualizou suas recomendações de viagem aos EUA, alertando que visto ou isenção não garante entrada no país. Essa mudança ocorre em um momento em que os Estados Unidos se preparam para eventos com alta demanda turística, como a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de 2028, ambos sediados no país.

A proposta do governo americano indica uma intensificação das medidas de controle na fronteira, com impacto direto no fluxo de turistas e na relação com os países afetados.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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