O dólar iniciou a sexta-feira (12) em alta, subindo 0,14%

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O dólar iniciou a sexta-feira (12) em alta, subindo 0,14% e atingindo R$ 5,4121, enquanto o Ibovespa abriu às 10h. O movimento ocorre em meio à atenção dos investidores aos dados de serviços no Brasil e aos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

Após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva, os mercados brasileiros tiveram recuperação na quinta-feira, com queda do dólar e alta do Ibovespa. A taxa de juros elevada, em nível mais alto em 20 anos, deve persistir por período prolongado, segundo o Banco Central.

No Brasil, os dados sobre o volume de serviços em outubro estão no radar. As projeções indicam alta modesta de cerca de 0,3% em relação a setembro, embora algumas estimativas apontem para estabilidade ou avanço maior. O desempenho de setores como equipamentos de informática, combustíveis e móveis tem influenciado o índice.

Nos Estados Unidos, três dirigentes do Fed falaram durante o dia: Patrick Harker, Loretta Mester e Austan Goolsbee. O Banco Central americano reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual para faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, menor nível desde setembro de 2022. Essa foi a terceira redução consecutiva em 2025, mas o Fed sinalizou apenas um corte adicional para 2026, frustrando expectativas do mercado.

A decisão do Fed não foi unânime. Nove dos 12 membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual. Dois integrantes votaram para manutenção e um, recém-nomeado, defendeu corte maior de 0,50 ponto percentual.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mensal registrou alta de 0,18% em novembro, o menor para o mês desde 2016. A inflação acumulada em 12 meses está em 4,46%, dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que trabalha com meta de 3% e teto de 4,5%.

No varejo brasileiro, as vendas cresceram 0,5% em outubro ante setembro, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira (11). Foi o maior avanço do setor desde março, contrariando projeções de queda. Na comparação anual, houve alta de 1,1%. O segmento enfrenta restrição de crédito devido à Selic elevada, mas conta com mercado de trabalho aquecido e renda mais alta.

Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego da semana encerrada em 6 de dezembro subiram a 236 mil, superando a expectativa de 213 mil. Já os pedidos continuados recuaram a 1,838 milhão, abaixo do previsto. O déficit comercial dos EUA em setembro recuou 10,9% em relação a agosto, totalizando US$ 52,8 bilhões, valor abaixo das estimativas.

Nas bolsas globais, Wall Street fechou sem direção única na quinta-feira (11). Dow Jones e S&P 500 atingiram recordes, enquanto Nasdaq caiu, afetada por preocupações com custos diante dos investimentos anunciados pela Oracle em inteligência artificial. As bolsas europeias fecharam em alta após o corte de juros nos EUA, com índices como o STOXX 600, FTSE 100, DAX e CAC 40 apresentando ganhos.

Os mercados asiáticos operaram em queda, influenciados pela decisão do Fed e pela Conferência Central de Trabalho Econômico da China, que deve definir meta de crescimento próxima a 5% para 2026. Xangai, CSI300, Hang Seng e Nikkei registraram perdas, enquanto bolsas em Cingapura tiveram leve alta.

A cotação do dólar reflete menor confiança na economia brasileira, influenciada pelos gastos e acúmulo de dívidas do governo, em um cenário de juros elevados e inflação estabilizada. Os investidores acompanham os próximos passos das políticas monetárias local e internacional, que devem impactar o desempenho do câmbio e dos mercados nos próximos meses.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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