A Volkswagen do Brasil registrou crescimento de 18%

A Volkswagen do Brasil registrou crescimento de 18% nas vendas na América Latina em 2024, impulsionada pelo lançamento do SUV Tera, que já soma 60 mil unidades vendidas no mercado interno e em exportações para países vizinhos. O anúncio foi feito pelo presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, em entrevista ao g1, na qual também admitiu desafios para a marca na eletrificação de seus veículos no país.
O Tera, desenvolvido pela unidade brasileira da Volkswagen, estreou em meados de 2024 e rapidamente se tornou o SUV mais emplacado do Brasil. No dia do lançamento, as 12.200 unidades disponíveis foram vendidas em menos de uma hora, segundo Possobom. O modelo é produzido na fábrica de Taubaté (SP), que compartilha a linha de montagem com o Polo e outros veículos da marca.
Mesmo com o sucesso do Tera, o presidente evita apontá-lo como o maior marco de sua gestão, que já dura seis anos. Ele destaca que o processo de desenvolvimento levou cerca de cinco anos e envolveu planejamento, testes e ajustes antes de o potencial do modelo ser percebido pelo público, especialmente a partir dos primeiros eventos de divulgação do veículo.
Quanto ao mercado brasileiro, Possobom observa que há preferência crescente pelos SUVs, que representam 54% dos veículos vendidos no país, enquanto os hatches respondem por 24,6%. A Volkswagen acompanha essa tendência ao oferecer seis SUVs, dois hatches e outras categorias de veículos. Apesar disso, o executivo afirma que os hatches ainda têm importância no mercado local.
Sobre a eletrificação, a Volkswagen enfrenta desafios para ampliar sua oferta no Brasil. Atualmente, a marca disponibiliza dois modelos elétricos — ID.4 e ID.Buzz — somente via assinatura, mas nenhum modelo eletrificado está disponível para compra direta. Possobom explicou que a empresa prioriza opções híbridas para o mercado brasileiro, devido ao custo elevado de modelos híbridos e elétricos, que pode afastar parte do público.
A partir de 2026, todos os lançamentos da Volkswagen no país terão versões com algum tipo de eletrificação, incluindo híbridos flex, híbridos completos e plug-in híbridos. O presidente citou ainda um empréstimo de R$ 2,3 bilhões contratado junto ao BNDES para acelerar a transição para veículos eletrificados e destacou a importância de desenvolver tecnologias adaptadas ao perfil do consumidor brasileiro.
No mercado automotivo nacional, o executivo projeta um crescimento modesto em 2025, com cerca de 2,55 milhões de veículos zero quilômetro emplacados, alta de 3% em relação a 2024. Ele aponta que juros altos, legislação rigorosa sobre emissão de poluentes e a limitação na produção nacional são obstáculos para um crescimento maior. Possobom defende a redução da taxa de juros e o aumento da capacidade produtiva no país para ampliar a competitividade dos veículos.
Sobre o recente retorno do Salão do Automóvel de São Paulo, que não contou com a participação de Volkswagen e outras marcas tradicionais, Possobom explicou que a empresa optou por não participar devido ao formato do evento e à ausência de concorrentes de peso, fatores que, segundo ele, comprometem o impacto da exposição. A Volkswagen pode reconsiderar sua presença em 2027, caso o salão apresente formato mais forte e integrado ao público.
Em resumo, a Volkswagen do Brasil celebra o desempenho do Tera como um avanço em sua linha de produtos e reforça o compromisso com o processo de eletrificação, considerando as particularidades do mercado nacional. O equilíbrio entre inovação tecnológica e custo acessível permanece como um dos principais desafios para a montadora nos próximos anos.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com