O cantor e compositor pernambucano Johnny Hooker lançou nesta sexta-feira (5) o álbum autoral “Viver e morrer de amor na América Latina”, trabalho que transita entre o universo do brega e ritmos latino-americanos, explorando temas ligados à paixão e à vida afetiva.
O álbum tem como faixa principal a música homônima, lançada na última sexta-feira (28) em parceria com Ney Matogrosso, que se destaca por sua sonoridade fatalista e inspirada. Este single antecipou a direção musical do disco, que exibe momentos de oscilação entre diferentes estilos e atmosferas emocionais.
“No mundo me espera” é uma das faixas que refletem o tom geral do álbum, simbolizando o vaivém das relações amorosas por meio da metáfora do cabaré. “Querem me ver humilhada” surge como uma resposta às ofensas e abandono, com uma performance vocal intensa que marca a superação de dores virtuais.
Outros destaques são “Nunca vai passar” e “Saudades, Elder”, que buscam inspiração nas baladas e ritmos tradicionais da América Latina, enquanto incorporam temas de cicatrizes amorosas e saudade. O álbum também inclui uma regravação de “A vida é assim” (2003), hit do recifense Conde Só Brega, que enfatiza a imperfeição e os altos e baixos da vida.
Diferentemente das faixas com nítida orientação brega e folclórica, “Quando eu me for” traz uma pegada folk e um tom introspectivo sobre a finitude da vida. Já “2 punks neon” resgata a juventude roqueira dos anos 1980, incorporando referências à banda inglesa The Cure.
A festa e a liberdade marcam a música “Eu quero ver pegar fogo”, parceria com Daniela Mercury que abraça o frevo e propõe uma celebração da diversidade afetiva. O álbum encerra com “A vida é um Carnaval”, versão em português da salsa popularizada por Celia Cruz, com participação da cantora pernambucana Lia de Itamaracá, mesclando ritmos caribenhos e a cultura local.
Produzido por Johnny Hooker em colaboração com Helder Aragão, o álbum revela o artista oscilando entre elementos do cabaré, folia e paixão, em uma obra que reflete a complexidade do amor na América Latina. “Viver e morrer de amor na América Latina” reforça a trajetória de Hooker ao combinar referências regionais e internacionais, com escrita autoral que expõe vulnerabilidades e enfrentamentos emocionais.
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Fonte: g1.globo.com
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