O Banco Central mantém o compromisso de regulamentar o PIX Parcelado, modalidade que permite a concessão de crédito por meio do sistema de transferências instantâneas, mas não informou um prazo para a divulgação das normas. O processo teve o cronograma inicial adiado desde setembro, passando por outubro e novembro, sem data definida para conclusão.
A entidade enfrenta dificuldades para chegar a um consenso com as instituições financeiras sobre as regras que deverão reger o PIX Parcelado. Segundo apurações do g1 e da TV Globo, as negociações permanecem emperradas, o que resultou na decisão de não fixar um novo prazo para a regulamentação.
Fontes do Banco Central afirmam que avanços importantes foram alcançados, especialmente quanto à prevenção do superendividamento dos consumidores e a estrutura para apresentação das faturas. Porém, a complexidade do tema exige um estudo mais aprofundado para garantir que a futura regulamentação seja sólida e duradoura.
A autoridade monetária prioriza a qualidade técnica das normas para assegurar a estabilidade e segurança do sistema de crédito via PIX. O objetivo é proporcionar um ambiente regulatório que previna riscos tanto para financeiras quanto para os consumidores.
O PIX Parcelado tem potencial para ampliar o acesso ao crédito no país ao permitir que pagamentos sejam divididos em parcelas por meio da plataforma digital, mas demanda cuidados regulatórios para evitar impactos negativos no endividamento da população.
Com as negociações em andamento e avanços conceituais em curso, o Banco Central segue trabalhando para estruturar o marco regulatório dessa modalidade, sem comprometer a segurança e a transparência das operações financeiras.
Até o momento, a autoridade monetária não estabeleceu uma nova data para a publicação das normas, mantendo o projeto em análise para que as definições sejam feitas com base em estudos detalhados e consenso entre os envolvidos.
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Palavras-chave relacionadas: Banco Central, PIX Parcelado, regulamentação, crédito, superendividamento, instituições financeiras, normas, transferência instantânea, sistema financeiro, consumidor.
Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com

