O governo dos Estados Unidos reduziu em 10

O governo dos Estados Unidos reduziu em 10 pontos percentuais a tarifa adicional aplicada a produtos brasileiros, confirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, nesta sexta-feira (14). A decisão vale para mercadorias importadas e retiradas de armazém nos EUA a partir de quinta-feira (13) e tem como objetivo ajustar as tarifas impostas anteriormente.

A tarifa de 10% foi imposta em abril e, desde então, uma sobretaxa adicional de 40% foi aplicada em agosto, totalizando 50% sobre alguns produtos brasileiros, como café, carne, açaí e algumas frutas tropicais frescas ou congeladas. Com a medida anunciada pela Casa Branca, apenas a sobretaxa inicial de 10% foi retirada, mantendo-se os 40% restantes.

A redução das tarifas ocorre em meio a negociações entre Brasil e Estados Unidos que vinham avançando nas últimas semanas. O tema ganhou maior relevância após o encontro entre o ex-presidente Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro, durante uma reunião na Malásia. Os Estados Unidos buscam aliviar a pressão sobre os preços da carne e do café, produtos que enfrentam alta por conta das barreiras tarifárias aplicadas ao Brasil.

O Brasil é o maior fornecedor de café para o mercado norte-americano e figura entre os principais exportadores de carne para o país, o que torna esse ajuste tarifário relevante para o comércio bilateral. A decisão do governo dos EUA impacta diretamente essas cadeias produtivas, que vinham sofrendo com custos elevados desde a imposição das tarifas.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avaliou positivamente a medida. A entidade destacou que a redução das tarifas devolve previsibilidade ao setor exportador e cria condições favoráveis para o comércio funcionar de forma mais equilibrada. De acordo com a Abiec, os Estados Unidos representam o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, e a retirada parcial das sobretaxas deve contribuir para uma retomada mais estável das vendas.

A ordem executiva da Casa Branca divulgada nesta sexta-feira especificou quais produtos sofreriam a redução tarifária, mas não detalhou inicialmente o percentual. A confirmação brasileira estabeleceu que o corte se aplica exclusivamente aos 10% iniciais, mantendo a sobretaxa elevada de 40%.

A medida ressalta o contexto das relações comerciais entre os dois países, marcadas por tensões tarifárias que impactaram setores estratégicos da economia brasileira. A expectativa é que a flexibilização contribua para a manutenção do fluxo exportador mesmo diante das dificuldades impostas pelas barreiras anteriores.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos, especialmente nos segmentos de carne e café, deverão responder à alteração destinada a reduzir custos e melhorar a competitividade dos produtos nacionais no mercado norte-americano. O acompanhamento futuro dessas negociações poderá indicar novos avanços na normalização das tarifas entre os dois países.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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