O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (11) que mantém a taxa básica de juros em 15% ao ano, valor definido na reunião da semana passada, e afirmou ter “maior convicção” de que esse patamar é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida. Apesar disso, a instituição não indicou quando deve iniciar a sequência de cortes na Selic.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) ressalta que o cenário econômico está se desenvolvendo conforme o esperado, com uma moderação gradual da atividade econômica, leve redução da inflação corrente e uma diminuição nas expectativas de inflação. Essa é a terceira vez consecutiva que o BC mantém a Selic em 15%, o maior nível em quase duas décadas.
Segundo o Banco Central, a desaceleração da economia contribui para conter as pressões inflacionárias, especialmente no setor de serviços. A ata do Copom indica que o “hiato do produto” segue positivo, ou seja, a economia continua operando acima do seu potencial, mas sem aumentar significativamente a inflação.
A taxa básica de juros é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação no país. Se as projeções indicam que a inflação está dentro da meta, o Copom pode reduzir a Selic. Caso as projeções mostrem inflação acima do alvo, a tendência é manter ou elevar os juros.
Desde o começo de 2025, o BC adotou o sistema de meta contínua para a inflação, fixada em 3%, com uma faixa de tolerância que varia entre 1,5% e 4,5%. Em junho, com a inflação ficando acima da meta por seis meses consecutivos, o banco divulgou uma carta pública para explicar os motivos do descumprimento.
O Banco Central trabalha olhando para as projeções de inflação futuras, não apenas para a variação recente dos preços. Isso porque as alterações na Selic têm impacto sobre a economia entre seis e 18 meses depois. Atualmente, a instituição já considera a inflação projetada para o segundo trimestre de 2027.
O mercado financeiro projeta que o ciclo de cortes na taxa Selic comece a partir de janeiro de 2026. Para os próximos anos, as projeções indicam inflação de 4,55% em 2025, 4,20% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028, números que, na maior parte, ainda ficam acima do centro da meta definida pelo BC.
O Comitê de Política Monetária reafirmou o compromisso firme com a missão de levar a inflação à meta e afirmou que continuará vigilante, pronto para retomar o ciclo de alta caso seja necessário. A estratégia indicada pelo Banco Central é manter a taxa atual até que haja maior segurança no controle da inflação.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com

