Economia

A Stellantis inaugurou em agosto, em Osasco (SP)

A Stellantis inaugurou em agosto, em Osasco (SP)
  • Publishednovembro 1, 2025

A Stellantis inaugurou em agosto, em Osasco (SP), o primeiro centro de desmontagem veicular da América Latina, com investimento de R$ 13 milhões, para reciclagem estruturada de veículos sinistrados e em fim de vida útil. O objetivo é desmontar e reaproveitar peças de carros que não podem mais circular, reduzindo custos e evitando desperdício.

O centro aceita veículos de diversas marcas e opera dentro da legislação brasileira, que exige credenciamento, rastreabilidade e emissão de notas fiscais para as peças comercializadas. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o mercado de reposição automotiva movimentou R$ 260 bilhões em 2024, mas apenas 1,5% dos veículos fora de uso recebe destinação adequada. O setor formalizado ainda é pequeno, com pouco mais de 5 mil desmontes homologados no país.

O processo de desmontagem é dividido em cinco etapas: teste do motor e sistemas eletrônicos, descontaminação, desmontagem, lavagem e catalogação. Componentes que não são reaproveitados, como airbags e cintos de segurança, seguem para reciclagem. Cada peça recebe uma etiqueta do Detran que garante sua rastreabilidade e procedência, evitando fraudes.

O presidente da Associação Brasileira da Reciclagem Automotiva (Abcar), Julio Cesar Luchesi de Freitas, destaca que a maioria dos desmanches são pequenos negócios familiares, sem padrão industrial. Apenas o estado de São Paulo opera plenamente o sistema de rastreabilidade e credenciamento das peças, enquanto outros estados ainda iniciam a implementação da lei.

Peças recondicionadas costumam ser vendidas por preços cerca de 50% menores que os novos, pois eliminam os custos de produção industrial. A Stellantis exemplifica essa economia com um farol de Jeep Commander, que custa aproximadamente R$ 3.500 novo e é vendido por cerca de R$ 1.500 após recuperação. A reutilização de peças também reduz em até 80% o uso de matéria-prima em comparação à fabricação de componentes novos.

A formalização crescente do setor e o avanço tecnológico têm impulsionado a rastreabilidade, atraindo investimentos de montadoras como a própria Stellantis e, futuramente, a Toyota. O mercado de remanufatura global movimenta cerca de US$ 70 bilhões por ano, com crescimento médio anual de 9,3%, indicando potencial de expansão para o Brasil.

A Lei do Desmanche (n.º 12.977/2014) foi criada para organizar o setor e combater o comércio ilegal de peças, contribuindo para a redução de roubos e furtos de veículos. Apesar da legislação, a efetividade da norma ainda é limitada fora de São Paulo, segundo especialistas.

Com o aumento da capacidade de desmontagem e da rastreabilidade, o setor busca garantir segurança e procedência das peças vendidas, trazendo maior transparência aos consumidores. A iniciativa da Stellantis reforça a tendência de economia circular e cria uma alternativa para a reutilização de componentes automotivos, com impacto positivo no meio ambiente e redução dos custos para reparo de veículos.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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