Economia

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (30)

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (30)
  • Publishedoutubro 30, 2025

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (30) o pedido de recuperação judicial da Ambipar, que enfrenta crise financeira causada por suspeitas de irregularidades em operações da antiga diretoria financeira e pelo risco de insolvência diante de dívidas bilionárias. O pedido, protocolado na 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, inclui outras empresas do grupo e busca proteção para reorganização.

A crise teve início no segundo semestre de 2025, após operações financeiras complexas realizadas pela antiga gestão que resultaram em perdas significativas. A saída repentina do diretor financeiro João de Arruda, motivada por suspeitas de irregularidades em operações chamadas de swap, agravou o quadro, abalando a confiança do mercado e levando credores a cobrarem antecipadamente dívidas.

No mesmo período, as ações da Ambipar despencaram, acumulando queda de 93% desde a concessão da primeira medida cautelar até a véspera da aprovação da recuperação judicial. Essa medida suspendeu cláusulas contratuais que poderiam acelerar o vencimento das dívidas, evitando o pagamento imediato de obrigações financeiras bilionárias que poderiam levar à insolvência.

Além do Brasil, a empresa americana do grupo, Ambipar Emergency Response, entrou com pedido de falência nos Estados Unidos sob o Capítulo 11, equivalente à recuperação judicial brasileira. A situação da companhia foi reforçada pela cobrança de garantias adicionais por parte do Deutsche Bank, que consumiram grande parte do caixa da empresa.

No segundo trimestre de 2025, a Ambipar registrou prejuízo de R$ 134,1 milhões, reverterndo o lucro de R$ 45,5 milhões no mesmo período do ano anterior. As dificuldades financeiras impactaram a governança da companhia, resultando na exclusão das ações de nove índices da B3 e na perda do selo de ações verdes, além da volatilidade dos investimentos relacionados a Certificados de Operações Estruturadas (COEs) que expuseram investidores a riscos não previstos.

Fundada em 1995 por Tércio Borlenghi Neto, a Ambipar cresceu e se consolidou como uma multinacional ambiental presente em 41 países, com foco em gestão e valorização de resíduos e atendimento emergencial em acidentes químicos e ambientais. A companhia estreou na Bolsa de Valores brasileira em julho de 2020, no auge da valorização das pautas ESG, e rapidamente expandiu suas operações por meio da aquisição de 40 empresas em cinco anos.

A estratégia de crescimento acelerado, porém, não conseguiu manter o equilíbrio entre expansão e geração de caixa. O aumento da dívida externa, agravado pela valorização do dólar, e o peso das perdas financeiras levaram a Ambipar à necessidade do pedido de recuperação judicial.

A Justiça, ao aprovar o pedido, permitirá que o grupo tente reestruturar seus débitos e reorganizar suas operações para evitar a falência. Enquanto isso, investigações criminais seguem em andamento para apurar a conduta da antiga diretoria financeira, buscando responsabilização pelos danos causados à empresa e aos seus investidores.

Palavras-chave: Ambipar, recuperação judicial, crise financeira, dívidas, Justiça do Rio de Janeiro, operações financeiras, diretor financeiro, ações na bolsa, ESG, mercado, Deutsche Bank, prejuízo, investimentos, falência, Capítulo 11, governança corporativa.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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