Economia

A Eletrobras anunciou nesta quarta-feira (15) a venda

A Eletrobras anunciou nesta quarta-feira (15) a venda
  • Publishedoutubro 15, 2025

A Eletrobras anunciou nesta quarta-feira (15) a venda de sua participação minoritária na Eletronuclear à J&F por R$ 535 milhões, marcando a entrada da empresa no setor nuclear. O acordo visa liberar a estatal de obrigações financeiras e operacionais relacionadas à geração nuclear, área da qual buscava desinvestir.

A J&F, através da Âmbar Energia, passou a deter 68% do capital total e 35,3% do capital votante da Eletronuclear, que continua sob controle do governo federal pela ENBPar. A operação inclui a transferência das responsabilidades da Eletrobras, incluindo garantias e integralização futura de debêntures no valor de R$ 2,4 bilhões.

A Eletronuclear opera as usinas nucleares de Angra 1, com capacidade de 640 megawatts (MW), Angra 2, com 1.350 MW, e desenvolve o projeto de Angra 3, com previsão de 1.405 MW. O setor enfrenta dificuldades financeiras, com alerta do Ministério de Minas e Energia sobre o risco iminente de insolvência da estatal.

O ministério apontou dificuldades da Eletronuclear em manter despesas do projeto Angra 3 e honrar obrigações financeiras com bancos. A Eletrobras iniciou o processo competitivo de venda em 2023, com assessoria do BTG Pactual, e aguarda aprovação dos órgãos reguladores para finalizar o negócio.

Segundo a Âmbar Energia, a aquisição amplia o portfólio da empresa, que inclui usinas solares, hidrelétricas e termelétricas com fontes renováveis e gás natural. O presidente da Âmbar, Marcelo Zanatta, afirmou que a energia nuclear oferece estabilidade, previsibilidade e baixas emissões, características importantes diante da descarbonização e da crescente demanda energética gerada pela digitalização da economia.

Além disso, a J&F destaca que a Eletronuclear representa uma fonte de receitas previsíveis, devido aos contratos de longo prazo das usinas de Angra. Para a Eletrobras, a venda permitirá melhorar seu perfil de risco e liberar capital para alocação em outras áreas.

A operação gerou uma provisão contábil de cerca de R$ 7 bilhões para a Eletrobras no terceiro trimestre de 2025. Com a venda, a estatal conclui um movimento de desinvestimento no setor nuclear, focando no equilíbrio financeiro e na gestão eficiente de seus ativos.

Paralelamente à transação, a Eletrobras investiu cerca de R$ 125 milhões na construção de uma subestação em Rondônia, ampliando sua capacidade de distribuição na região Norte do país.

Palavras‑chave relacionadas: Eletrobras, Eletronuclear, J&F, Âmbar Energia, Angra 1, Angra 2, Angra 3, energia nuclear, setor elétrico, desinvestimento, participação societária, geração de energia, investimento, Minas e Energia.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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