Líderes das big techs investem em bunkers e imóveis para se

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Chefões das grandes empresas de tecnologia têm investido em abrigos subterrâneos e propriedades remotas como forma de proteção contra possíveis crises globais, em meio a preocupações crescentes sobre avanços tecnológicos e ameaças existenciais. Essas ações ocorrem principalmente nos Estados Unidos e na Nova Zelândia, refletindo o cuidado desses líderes com eventos catastróficos ligados a mudanças climáticas, conflitos e o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

Desde 2014, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, iniciou a construção de um abrigo subterrâneo em sua propriedade no Havaí, com cerca de 465 metros quadrados e recursos próprios de energia e alimentos. Apesar de negar que o espaço seja um bunker para o “fim do mundo”, suas licenças e propriedades em Palo Alto, Califórnia, indicam áreas subterrâneas que vizinhos apelidam de bunkers ou “batcaverna”. Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, mencionou que cerca de metade dos super-ricos possui “seguros contra o apocalipse”, destacando a Nova Zelândia como um destino frequente para essas aquisições.

Essas preparações ganham contexto com a acelerada evolução da inteligência artificial. Sam Altman, diretor da OpenAI, e outros líderes da tecnologia afirmam que a chegada da inteligência artificial geral (AGI), capaz de igualar ou superar a inteligência humana, poderá ocorrer em poucos anos. Ilya Sutskever, cientista-chefe da OpenAI, sugeriu a construção de um bunker para proteger cientistas antes do lançamento da AGI, expressando preocupações internas no meio tecnológico.

Apesar dos avanços rápidos, especialistas apontam que a AGI ainda está distante. Pesquisadores como Dame Wendy Hall, da Universidade de Southampton, destacam a necessidade de avanços fundamentais e alertam que a tecnologia de IA atual, embora avançada, não alcança a inteligência humana completa. A AGI é vista como um estágio preliminar para a superinteligência artificial (ASI), que pode superar vastamente a capacidade humana, conceito previsto desde o século XX por John von Neumann.

Além dos benefícios potenciais, como avanços médicos e solução de problemas ambientais, há temores quanto ao uso mal-intencionado da IA, riscos de controle inadequado e impactos sociais. Tim Berners-Lee, criador da internet, enfatiza a importância de mecanismos para desligar sistemas de IA caso necessário. Governos, especialmente dos Estados Unidos e do Reino Unido, têm implementado regulações e criado institutos para analisar riscos, enquanto parte das medidas do governo Trump reduziu algumas obrigações regulatórias.

Analistas ressaltam que o debate em torno da AGI pode ser exagerado. Neil Lawrence, da Universidade de Cambridge, considera a ideia de uma inteligência artificial geral como uma distração e destaca que as tecnologias atuais representam avanços importantes ao permitir interações naturais entre humanos e máquinas. Ainda assim, é consenso que muitos desafios técnicos, éticos e sociais persistem.

Por fim, as limitações biológicas do cérebro humano e das máquinas destacam diferenças fundamentais. Embora máquinas executem tarefas específicas rapidamente, a consciência, a adaptação contínua e a metacognição humana ainda não foram replicadas pela IA. Essa lacuna indica que a inteligência artificial permanece como ferramenta avançada, porém distinta da inteligência humana completa.

As preparações dos líderes tecnológicos refletem preocupações reais, mas também alimentam especulações sobre segurança e controle diante de inovações disruptivas. O equilíbrio entre os benefícios da IA e a mitigação de seus riscos é o principal desafio para a sociedade nas próximas décadas.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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