Quatro pessoas de uma mesma família foram internadas

Imagem: s2-g1.glbimg.com

Quatro pessoas de uma mesma família foram internadas em estado grave após consumirem a planta tóxica Nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve“, em Patrocínio, no Alto Paranaíba, na última quarta-feira (8). O vegetal foi identificado como causador da intoxicação que levou à parada cardiorrespiratória dos pacientes.

Segundo a Polícia Militar, as vítimas passaram mal pouco depois de um almoço na chácara onde moram. A planta foi colhida nas proximidades da cozinha e servida refogada, possivelmente confundida com couve verdadeira. Socorristas do Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Militar atenderam as vítimas por volta das 15h e reverteram as paradas cardiorrespiratórias no local, encaminhando-as para hospitais da cidade.

A Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio informou que três pacientes permanecem internados em estado grave, intubados e em coma induzido. Um dos homens, de 67 anos, recebeu alta na quinta-feira (9) sem necessidade de intubação. Uma criança de 2 anos foi hospitalizada apenas para observação, sem ter ingerido a planta.

A Nicotiana glauca apresenta folhas mais finas que a couve comum, textura aveludada e coloração verde acinzentada, característica que pode dificultar sua identificação. A professora Amanda Danuello, especialista em química de produtos naturais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), afirmou que o vegetal contém anabazina, um alcaloide que provoca paralisia muscular e respiratória, podendo ser fatal.

“O modo de preparo altera a toxicidade, pois o consumo cru ou cozido influencia na quantidade da substância ingerida”, explicou a professora. Ela aconselhou a evitar consumo de plantas sem procedência confirmada, devido à semelhança visual entre a ‘falsa couve’ e a couve comestível.

Parte da planta foi recolhida da arcada dentária de uma vítima e encaminhada para análise pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. A Polícia Civil está conduzindo uma investigação para apurar as circunstâncias do envenenamento acidental.

De acordo com a Polícia Militar, a ação rápida das equipes de emergência foi fundamental para salvar as vidas das vítimas. Não existe antídoto caseiro para a intoxicação pela Nicotiana glauca, e o atendimento médico imediato é essencial para aumentar as chances de recuperação.

O caso reforça a necessidade de cautela ao coletar e preparar plantas para consumo, especialmente em áreas rurais onde a Nicotiana glauca é comum nas margens de estradas e terrenos baldios. A Secretaria de Saúde segue acompanhando a recuperação dos pacientes.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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