O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (10) com a

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O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (10) com a atenção voltada para dados econômicos nacionais e movimentações políticas internas, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou suas operações às 10h no contexto de incertezas. Investidores acompanham indicadores internacionais, cenário político brasileiro e decisões recentes que podem afetar os mercados.

No Brasil, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de agosto será divulgado, reforçando o monitoramento das pressões nos custos industriais, o que pode indicar tendências inflacionárias futuras. Paralelamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa em São Paulo de uma cerimônia que apresenta um novo modelo de crédito imobiliário, com a presença de autoridades como Fernando Haddad e Gabriel Galípolo.

Nos Estados Unidos, o destaque está na prévia de outubro da pesquisa de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, que mede o humor da população frente à economia. Tais dados influenciam diretamente as decisões dos investidores diante da paralisação governamental que já dura nove dias, após o Senado norte-americano rejeitar propostas de republicanos e democratas para reabrir o governo.

Internacionalmente, também são observadas as tensões políticas no Japão e na França, além do fortalecimento do dólar frente ao real e aos ativos brasileiros, agravando pressões sobre o mercado local. Investidores ainda reagiram ao acordo entre Israel e Hamas que encerrou o conflito na Faixa de Gaza após mais de dois anos.

O dólar acumula alta de 0,73% na semana e quase 1% no mês, apesar de apresentar recuo de mais de 13% no ano. O Ibovespa registra queda de 1,73% na semana e de 3,1% no mês, mas permanece positivo em 17,81% no acumulado anual.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) confirmou alta de 0,48% em setembro, segundo o IBGE, abaixo da expectativa de mercado, após aumento expressivo na tarifa de energia elétrica residencial que impactou o índice em 0,41 ponto percentual. Este aumento ocorreu devido ao fim do Bônus de Itaipu, que havia reduzido custos em meses anteriores.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, três apresentaram queda em setembro: alimentação e bebidas, artigos de residência e comunicação. Enquanto isso, seis grupos tiveram alta, com destaque para habitação, que subiu 2,97%.

A derrota do governo do presidente Lula na Câmara dos Deputados ocorreu na quarta-feira (8), quando a medida provisória que ampliava tributos para incrementar a arrecadação foi retirada da pauta, em votação de 251 a 193. A MP previa um aumento de impostos para contribuir com o superávit fiscal em um ano eleitoral, mas agora o governo terá que buscar alternativas para fechar um rombo superior a R$ 30 bilhões no orçamento de 2025.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que alternativas à medida provisória estão sendo avaliadas e serão apresentadas ao presidente Lula, que decidirá sobre os caminhos a seguir. Haddad evitou comentar se a equipe econômica insistirá no aumento de tributos após os recentes reveses no Legislativo.

Nos Estados Unidos, a paralisação do governo federal completou nove dias, sem sinal de resolução após seis tentativas frustradas de aprovação de acordos no Senado. A disputa envolve demandas por reformas no sistema de saúde e o financiamento temporário do governo. O presidente Donald Trump ameaçou impedir pagamentos retroativos a funcionários federais em licença.

No Japão, a líder do partido governista, Sanae Takaichi, afirmou que o Banco do Japão deve alinhar suas decisões de política monetária com os objetivos do governo, reforçando a cautela diante de uma inflação causada por custos de matérias-primas, e não por uma demanda aquecida. Sua posição contribuiu para a desvalorização do iene ao menor nível em oito meses. Takaichi também pretende lançar medidas para conter a alta dos preços, como cortes no imposto sobre a gasolina e orçamento extra, prioritariamente focados no crescimento econômico.

No mercado financeiro global, Wall Street registrou queda nos principais índices diante da continuidade da paralisação governamental e discursos sem novos sinais da política de juros, enquanto as bolsas europeias fecharam em baixa devido a perdas de empresas e instabilidade política na França. Na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos, com alta nas principais bolsas da China e Japão, e queda em Hong Kong e Singapura.

Os movimentos no mercado refletem a menor confiança na economia brasileira, afetada por gastos públicos elevados, endividamento do governo e desafios políticos que impactam a percepção dos investidores sobre ativos locais e a cotação do dólar.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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