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Paulistano gasta quase duas horas em deslocamento Dois

Paulistano gasta quase duas horas em deslocamento Dois
  • Publishedoutubro 9, 2025

Paulistano gasta quase duas horas em deslocamento

Dois em cada três trabalhadores brasileiros (67%) leva até meia hora para chegar ao trabalho, segundo dados do Censo 2022 divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, eram 65%.

Outros 14,5 milhões (20%) gastam entre 30 minutos e 1 hora, e 7,4 milhões (10%) levam de 1 a 2 horas todos os dias até o emprego — em 2010, eram 23% e 9%, respectivamente. Já 1,3 milhão de pessoas (1%) passam mais de duas horas no trajeto, proporção igual à registrada no levantamento anterior.

🔎 O IBGE considera o tempo gasto entre o domicílio e o local do trabalho principal, desconsiderando paradas intermediárias, como levar filhos à escola ou fazer compras. Nos casos em que o trabalhador sai de outro local — como a faculdade — o tempo considerado é o do retorno para casa. As informações se referem à semana de 25 a 31 de julho de 2022 e abrangem apenas quem se desloca pelo menos três vezes por semana até o trabalho.

Veja no mapa abaixo quanto tempo os trabalhadores levam para chegar ao emprego na sua cidade.

Infográfico – Mapas mostram tempo de deslocamento até o trabalho nas cidades brasileiras.

Outro destaques da pesquisa:

Deslocamentos longos caíram em todas as regiões: em 2022, a proporção de pessoas que levam mais de duas horas para chegar ao trabalho caiu de 1,8% para 1% no país. No Sudeste, esse percentual passou de 2,7% para 1,6%, e no Nordeste, de 1,2% para 0,5%.

Carro é o principal meio de transporte: 21,4 milhões de pessoas usam o automóvel para o trabalho, o equivalente a 31,8% dos deslocamentos.

Trabalho em casa cai: O número e a parcela de pessoas trabalhando fora de casa caiu. Em 2010, eram 20 milhões, 23% do total. Em 2022, caiu para 14 milhões (17%).

Mais mulheres em casa, mais homens fora: 19,3% das mulheres trabalhavam em casa ou na propriedade, ante 15,1% dos homens. Já o deslocamento para outro município é mais comum entre eles: 11,6% contra 9,5% das mulheres.

Rio de Janeiro concentra as maiores proporções de longos trajetos: na Região Metropolitana, 5,6% dos trabalhadores gastam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Entre os municípios, Queimados (12,5%), Nova Iguaçu (11,8%) e Belford Roxo (10,8%) lideram o ranking.

Ônibus é o transporte coletivo mais usado: 14 milhões de brasileiros vão ao trabalho de ônibus (20,8%), enquanto trem ou metrô são usados por 1 milhão (1,6%).

Caminhar é o 3º principal meio de locomoção: 11,9 milhões de pessoas caminham até o trabalho (17,7%). O trajeto a pé costuma durar até 30 minutos para 90,4% delas.

Motocicleta: 10,8 milhões de brasileiros usam moto como principal meio de transporte para o trabalho, representando 16,1% do total.

No Sul e Centro-Oeste, automóvel é predominante: 45,9% dos deslocamentos no Sul e 38,8% no Centro-Oeste são feitos de carro.

Nordeste e Norte têm maior presença de motos: 28,5% dos deslocamentos no Norte e 26% no Nordeste são realizados de motocicleta.

Ônibus é mais comum no Sudeste: 26,6% dos deslocamentos na região são feitos por ônibus, e 3,3% por trem ou metrô.

Nordeste tem mais deslocamentos a pé: 3,7 milhões de pessoas caminham até o trabalho, o equivalente a 23,5% dos deslocamentos.

População preta e parda enfrenta trajetos mais longos: entre as pessoas pretas, 23,9% levam de 30 minutos a 1 hora e 11% gastam de 1 a 2 horas. Entre as pardas, os percentuais são 22,1% e 9,3%. Entre as brancas, 58,5% chegam em até meia hora.

Brancos e pardos usam mais carro; pretos usam mais ônibus: 12,7 milhões de pessoas brancas utilizam automóvel; entre os pretos, 2 milhões vão de ônibus; entre os pardos, 6 milhões usam carro e outros 6 milhões usam ônibus.

Uso do automóvel cresce com o nível de instrução: 57,8% das pessoas com ensino superior completo utilizam carro, enquanto 25,3% das que têm ensino médio e 20,4% das com fundamental completo usam ônibus.

Deslocamentos mais longos por trem e metrô: em São Paulo, 49,6% das viagens de trem ou metrô duram de 1 a 2 horas, acima de Recife (47,8%) e Rio de Janeiro (39,4%).

Motocicleta tem trajetos mais longos no Sudeste e Nordeste: 10% dos deslocamentos por moto em São Paulo, 9,9% no Rio e 8,2% no Recife duram mais de 1 hora.

Andar de ônibus leva mais tempo em Goiânia e Brasília: 37,5% das viagens por ônibus em Goiânia e 38,3% em Brasília duram mais de 1 hora.

Meia hora pedalando: em Salvador, 46,6% dos deslocamentos de bicicleta duram entre 15 e 30 minutos.

Florianópolis e Goiânia têm deslocamentos mais curtos: nessas capitais, mais de 60% das pessoas levam até meia hora para chegar ao trabalho.

São Paulo e Rio têm os trajetos mais longos entre as metrópoles: no Rio, 5,6% dos trabalhadores gastam mais de 2 horas; em São Paulo, 3,4%.

Fortaleza se destaca no uso de trem e metrô: 47,2% dos deslocamentos nesses meios duram de 30 minutos a 1 hora; já o ônibus concentra 40,3% na mesma faixa e 31,9% acima de 1 hora.

Rondônia e Piauí lideram o uso de motos: 42,7% e 42%, respectivamente, usam motocicleta como principal meio de transporte nesses estados.

Santa Catarina é o estado com mais uso de automóvel: 48% dos trabalhadores se deslocam de carro, enquanto os menores índices são no Pará (16,3%), Maranhão (17,2%) e Ceará (19,3%).

Bahia e Alagoas têm mais deslocamentos a pé: 28,1% e 25,5% dos trabalhadores caminham até o trabalho, respectivamente.

Rio de Janeiro é o estado que mais usa transporte coletivo: 35,8% das pessoas vão de ônibus, 1,8% utilizam BRT e 4,8% trem ou metrô.

Norte concentra uso de embarcações: 4,2% dos deslocamentos no Amazonas e 2,2% no Pará são feitos por embarcação de pequeno porte.

Entre estudantes, deslocamentos curtos predominam: 98% das crianças de até 10 anos estudam no próprio município. Entre alunos de ensino médio, 93,2% frequentam escolas na cidade onde moram.

Deslocamento cresce no ensino superior: 27,3% dos universitários se deslocam para outro município, e 0,5% estudam fora do país.

Pós-graduação tem maior mobilidade: 31,8% dos alunos de especialização, mestrado ou doutorado estudam fora do município de residência.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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