O Banco Central informou que a nova modalidade

O Banco Central informou que a nova modalidade de crédito consignado com desconto em folha para trabalhadores do setor privado apresenta taxa de juros maior do que os contratos antigos firmados por meio de convênios entre empresas e instituições financeiras. O relatório de política monetária divulgado na semana passada mostra que, mesmo mais caro que os contratos antigos, o novo consignado é mais barato que o crédito pessoal não consignado.
Segundo o BC, a taxa média do novo consignado atingiu 3,9% ao mês nas operações contratadas até o final de julho, contra 2,6% ao mês nos contratos antigos baseados em convênios. Já o crédito pessoal não consignado registra taxa média de 6,2% ao mês. A diferença nos juros entre os dois modelos de consignado está relacionada ao perfil dos tomadores, que, na nova modalidade, geralmente trabalham em empresas menores, possuem menor tempo de vínculo empregatício e recebem renda inferior.
O Banco Central destacou que as taxas de juros do novo consignado foram mais altas entre empregados de pequenas empresas, caindo gradativamente e se estabilizando a partir do porte médio das empresas. Essa relação indica que o porte do empregador influencia a percepção de risco das instituições financeiras apenas para as empresas menores. No modelo antigo, não há relação clara entre o tamanho da empresa e a taxa cobrada.
Em agosto, a taxa média de juros do crédito consignado para o setor privado ficou em 3,79% ao mês, uma leve alta em relação a julho, quando foi registrada taxa de 3,75%. Esse patamar ainda é o dobro do registrado para aposentados (1,81% ao mês) e servidores públicos (1,86% ao mês) na mesma modalidade.
O Banco Central também divulgou as taxas médias para outras linhas de crédito em agosto: crédito pessoal não consignado com 6,12% ao mês, cheque especial com 7,49% e cartão de crédito rotativo com 15,29%.
Um ranking divulgado pelo BC, com dados coletados entre 9 e 15 de setembro, mostrou variação nas taxas de juros do consignado entre 1,47% e 6,1% ao mês, dependendo da instituição financeira. O valor final do juro para o trabalhador pode variar conforme análise de risco, considerando garantias, tempo de trabalho e histórico de crédito.
Especialistas recomendam que os consumidores pesquisem as condições das ofertas pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital antes de contratar empréstimos. A concorrência entre os bancos pode beneficiar os tomadores com taxas mais atrativas.
Em resumo, a nova modalidade de consignado no setor privado tem juros maiores que o modelo antigo por convênio, principalmente devido ao perfil dos trabalhadores e ao porte das empresas onde atuam. Apesar disso, ainda é uma opção mais barata que o crédito pessoal comum e outras formas de empréstimo.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com